Cancêr do Colo do Útero – pouco se fala?

imgresComeçamos com esta pergunta porque estamos no mês do combate ao câncer do colo uterino e pouco é falado a respeito! Seria pelo fato de estar relacionado ao vírus HPV? Ou por que há dúvidas quanto a vacina do HPV? Falta de informação? Não temos todas as respostas!

É o terceiro tumor mais frequente na população feminina, atrás do câncer de mama e do colorretal, e a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. Prova de que o país avançou na sua capacidade de realizar diagnóstico precoce é que na década de 1990, 70% dos casos diagnosticados eram da doença invasiva. Ou seja: o estágio mais agressivo da doença. Atualmente 44% dos casos são de lesão precursora do câncer, chamada in situ. Esse tipo de lesão é localizada.

O câncer do colo do útero, também chamado de cervical, é causado pela infecção persistente por alguns tipos (chamados oncogênicos) do Papilomavírus Humano –  HPV. A infecção genital por este vírus é muito frequente e não causa doença na maioria das vezes. Entretanto, em alguns casos, podem ocorrer alterações celulares que poderão evoluir para o câncer. Estas alterações das células são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como Papanicolaou), e são curáveis na quase totalidade dos casos. Por isso é importante a  realização periódica deste exame.

O câncer do colo do útero  é um câncer altamente evitável e tratável, graças a uma melhor triagem ( exame preventivo – Papanicolaou ), vacinação e o uso de preservativo.

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A Associação Americana de Saúde Social (ASHA) e o National Cervical Cancer Coalition têm chamado o mês de janeiro como o mês da consciência para o câncer do colo uterino com o objetivo de encorajar as mulheres americanas a fazerem o exame preventivo e a vacinação.

Em mulheres que não estão vacinadas e não rastreadas regularmente, seja devido a falta de informação ou assistência médica inadequada, o câncer do colo do útero pode ser muito sério e fatal.

Este ano, as organizações estão se concentrando em aumentar o número de mulheres elegíveis recebendo a vacina contra o papilomavírus humano (HPV).  O HPV é comum entre as mulheres e é a principal causa de câncer cervical. Estima-se que pelo menos 75 por cento da população em idade reprodutiva tenha sido infectado com um ou mais tipos de HPV genital. Na grande maioria dos casos, o vírus não causa sintomas ou problemas de saúde e vai embora por conta própria quando um sistema imunológico saudável, que resolve a infecção.Mas, em cerca de 5 por cento das mulheres, ocorre uma infecção persistente com subtipos de alto risco de HPV, o que faz com que quase todos os 5% desses casos evoluam para o câncer.

Por ser uma doença de desenvolvimento lento pode cursar sem sintomas em fase inicial e evoluir para quadros de sangramento vaginal intermitente ou após a relação sexual, secreção vaginal anormal e dor abdominal associada a queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados.

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A prevenção primária do câncer do colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo papilomavírus humano (HPV ). A transmissão da infecção pelo HPV ocorre por via sexual, presumidamente através de abrasões microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital. Consequentemente, o uso de preservativos (camisinha) durante a relação sexual com penetração protege parcialmente do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer através do contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal.

Os principais fatores de risco estão relacionados ao início precoce da atividade sexual e múltiplos parceiros. Deve-se evitar o tabagismo (diretamente relacionado à quantidade de cigarros fumados) e o uso prolongado de pílulas anticoncepcionais, hábitos também associados ao maior risco de desenvolvimento deste tipo de câncer.

Vacinação contra o HPV

O Ministério da Saúde implementou no calendário vacinal, em 2014, a vacina tetravalente contra o HPV para meninas de 9 a 13 anos de idade. Esta vacina protege contra os subtipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Os dois primeiros causam verrugas genitais e os dois últimos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero.

A vacinação, em conjunto com o exame preventivo (Papanicolaou), se complementam como ações de prevenção deste câncer. Mesmo as mulheres vacinadas, quando alcançarem a idade preconizada (a partir dos 25 anos), deverão fazer o exame preventivo periodicamente, pois a vacina não protege contra todos os subtipos oncogênicos do HPV.

Fonte:

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