ACLS 2015 – o que mudou?

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A American Heart Association (AHA) publicou edição 2015 de suas diretrizes de Advanced Cardiovascular Life Support (ACLS).

Para quem desconhece, o ACLS – Suporte Avançado de Vida em Cardiologia é um curso para treinamento em emergências médicas, particularmente emergências cardiovasculares desenvolvido pela “American Heart Association www.heart.org/cpr. O curso tem como objetivo organizar o atendimento médico emergências, em especial a parada cardiorrespiratória.

O Advanced Cardiovascular Life Suport consiste em uma série de intervenções e protocolos utilizados para o atendimento de emergências cardio-respiratórias. Esses protocolos são definidos à cada 5 anos em reuniões de diretrizes organizadoras com o patrocinio de diversos orgãos como a American Heart Association (AHA). Os protocolos se baseiam em uma série de algoritmos de atendimentos das mais diversas situações de emergência cardiovascular como:

  • FV/TV sem pulso
  • AESP
  • Assistolia
  • Síndromes coronarianas
  • AVC
  • BLS ( Basic Life Suport )

A mudança de maior repercussão, foi a retirada da vasopressina do protocolo do ACLS, visto que a vasopressina não oferecia vantagem alguma em relação à adrenalina, nem mesmo em associação. Portanto, não havia motivos de mantê-la no protocolo. Outra mudança no protocolo é quanto a recomendação de início precoce de adrenalina, tão logo a droga esteja disponível em pacientes com ritmo não-chocável, a mesma deve ser administrada, visto que estudos demonstraram melhores resultados na administração precoce da droga;

Em relação a ventilação com via aérea avançada houve modificação, recomendando-se a realização de 10 ventilações por minuto, ou seja, 1 ventilação a cada 6 segundos. A capnografia, inclusa em 2010 no protocolo, para monitorização da ressuscitação, agora é recomendada como um sinal prognóstico objetivo para determinação de quando parar a ressuscitação.

Já os antiarrítmicos pós-PCR FV/TVSP por questão de baixa evidência, o uso de beta-bloqueadores e lidocaína está indicado após o retorno a circulação espontânea em paradas por fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso;

A mais nova recomendação mesmo com nível de evidência baixo podendo parecer contraditório, indica o benefício de se usar a combinação vasopressina 20 U + adrenalina 1 mg a cada 3 minutos, associando no primeiro ciclo uma dose de metilprednisolona 40 mg. Seguindo esta recomendação, deve-se manter hidrocortisona 300 mg/dia por 7 dias após retorno de circulação espontânea.

Bibliografia:

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